Tudo se renova, tudo recomeça, nada é o mesmo, tudo se transforma…
Como é importante não deixar de acreditar nisso! Pode ser que um(a) professor(a) tenha que repetir 365 vezes um ensinamento, uma postura, uma atividade fundamental para o desenvolvimento dos alunos e alunas. Mas seriam todas as vezes iguais? Eu penso que não. Mudam as circunstâncias, mudam as experiências vividas. Outras hipóteses são pensadas.
É preciso olhar para o processo de desenvolvimento não como um muro, em que os tijolos vão sendo empilhados uns sobre os outros, mas como algo orgânico, revolucionário. Como um formigueiro: pode chover e desabar uma parte, que será reconstruída de outro jeito. Assim é o desenvolvimento infantil: ora parece estático, ora dá alguns pulos, ora parece regredir e ora dispara. Ao professor, cabe investir e continuar a desafiar seus alunos.
E, após repetir 365 vezes, ele pode observar a conquista do(a) aluno(a). Ou não: ela se dará em outro momento, com outras pessoas… Nem sempre se colhe o que se planta.
Mas não é essa a beleza de ser professor(a)?
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