O(a) aluno(a) não aprendeu os conteúdos. O(A) professor(a) fez de tudo, e não deu certo. O(A) professor(a) quer encaminhar o(a) aluno(a) para o(a) psicólogo(a), pois acha que o(a) aluno(a) tem um problema. Diz que a família não participa. Eu digo que não vejo motivo para o encaminhamento. O(A) professor(a) fica bravo(a) comigo: “você está querendo dizer que a culpa é minha?”.
Já vivi situações parecidas com esse diálogo, que aqui está bem caricatural. O que sempre me chama a atenção é o jogo de culpa que se estabelece. A culpa é como uma batata quente que um vai jogando para o outro: aluno(a), professor(a), família, psicólogo(a)…
Gosto de propor que o(a) professor(a) observe esse jogo perverso. Para ele ou ela não ser culpado(a), o(a) aluno(a) é que deve ser? E se ninguém for culpado? Ou melhor: e se não precisar ter um culpado?
Professor(a), rompa com esse jogo: faça o seu melhor, e não busque supostos problemas psicológicos nos alunos. Procurem avançar juntos na construção de uma aprendizagem mais significativa para ambos – e transformem o jogo num ganha-ganha!
(imagem: https://br.freepik.com/fotos/mulher)