Muitas vezes o(a) professor(a) se vê em situações aparentemente sem saída. Uma pergunta difícil, que envolva conceitos morais, ou um constrangimento na turma – enfim, inúmeros podem ser os exemplos. Nessa hora, dá quase para ouvir o “hard disk” mental do professor procurando uma resposta nos textos que leu na faculdade, na formação que fez, na sua experiência profissional…
Que tal fazer uma coisa simples: devolver a pergunta? De uma forma honesta, deixando claro que a reflexão coletiva é bem vinda.
Você pode começar também com um honesto “não sei” – afinal, não sabe mesmo. Mas como você se engrandece (a seus próprios olhos e aos dos alunos e alunas) quando não tem medo de assumir seu não saber, ao mesmo tempo que se dispõe a buscar a resposta!
“Como o João vai jogar queimada se ele não enxerga?”. Tá aí um bom exemplo. “O que vocês acham? Como podemos fazer para o João participar?”. Depois, basta colher a riqueza de possibilidades que aparecerão.
Portanto, quem pode “salvar” o professor nessa hora são os alunos e alunas – ou melhor, todos se salvam pela reflexão coletiva.